Skank, 28 anos depois, término da banda

 Publicado por Nosso Quintal    4 de novembro de 2019.

O Skank anuncia uma parada, uma pausa para “testarem-se fora da única formação que conheceram desde que se juntaram para fazer um som em 1991”, conforme diz o comunicado divulgado por meio de sua assessoria de imprensa.

O mesmo texto informa que essa pausa vem “em meio a uma série de ondas aparentemente perfeitas”. “Não teve briga nem nada que pesasse para uma decisão figadal. Somente um desejo por experimentação, por correr riscos e buscar outras formas de realização sem ser como Skank.”

Não há então briga entre os integrantes, insatisfações com relação aos caminhos, crises com possíveis baixas ou qualquer outro desgaste, conforme dizem os músicos.

Enquanto o tecladista Henrique Portugal, o baixista Lelo Zaneti e o baterista Haroldo Ferreti se pronunciam sobre a importância de experimentarem livres do signo do Skank pela primeira vez em 28 anos de estrada, Samuel parece querer falar algo a mais em uma outra frase:

“Mesmo que o Skank tenha tido mudanças dentro de sua estética até agora, certas coisas são impossíveis de mudar quando se trata de uma relação dos mesmos quatro indivíduos. Quem sabe se hoje individualmente não sejamos melhores do que coletivamente?”

Ao parar assim, sem a mágoa dos divórcios, o Skank passa a habitar um campo onde vivem os Los Hermanos e milhares de bandas anônimas de garagem feitas por amigos de infância que nunca precisaram se importar com o estágio em que se encontram. Quando der vontade, eles se juntam e fazem um som. Para alegria dos fãs, uma turnê de despedida já está agendada para 2020.

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