Sesi abre 120 vagas para curso de teatro gratuito em Marília

 Publicado por Brunno Alexandre    6 de fevereiro de 2017.

Sesi (Serviço Social da Indústria) disponibiliza 120 vagas gratuitas para curso de teatro em Marília. Serão formadas três turmas de iniciação (12 a 15 anos, de 15 a 17 anos e acima de 18 anos) e uma de montagem teatral (acima de 18 anos) que desenvolverão as atividades na unidade, localizada na zona Sul.
Cada turma receberá 30 inscritos. Para Kleber Rodrigo Lourenço Silva, orientador de Artes Cênicas do Sesi, o curso de iniciação é uma oportunidade para todas as pessoas interessadas, mesmo para aquelas que não tem conhecimentos técnicos. A duração é de um semestre, começa no início de março e termina no final de junho. “Os cursos de iniciação são chamados de cursos livres. Eles têm um formato de fazer com que o aluno tenha o primeiro contato com a linguagem teatral, proporcionando uma descoberta do próprio corpo e seu trabalho expressivo. Depois vamos entrando nos campos das técnicas teatrais, como improvisação, técnica vocal e corporal. No final do semestre costumamos fazer uma apresentação pública como resultado da oficina, mas isso não é uma obrigatoriedade do curso, depende do perfil da turma e o processo que é desenvolvido.”, explicou.

Espetáculo ‘Cuidado! Homens Trabalhando’ do Sesi Marília, dirigido por Kleber Lourenço, desmitifica a ideia de que dinheiro traz felicidade.

Ainda conforme o orientador, uma turma será direcionada para quem já tem experiência teatral, com duração de um ano e aulas duas vezes durante a semana. “O caráter é um pouco mais avançado. Os alunos do curso de ‘Múltiplas Linguagens’ passam pela processo de montagem teatral com os detalhes técnicos, como texto, cenografia, iluminação e figurino. Por isso a carga horária é maior. No final do ano geralmente fazemos um mês de apresentações em temporada no Sesi de Marília e também viajamos para participar de encontros com alunos de outros Sesi do Estado através de um projeto que se chama ‘Cena Livre’”, disse.
Os interessados em participar do curso devem ir até o dia 3 de março ao prédio do Sesi de Marília, na avenida João Ramalho, 1306. O período inicial das inscrições, até o dia 17 de fevereiro, é destinado para quem é beneficiário da indústria, dependentes e alunos do Centro de Educação do Sesi de Marília.. As vagas remanescentes estarão abertas para a comunidade após o período determinado. Para outras informações, o telefone do Sesi é (14)-3401-1524.

 

“Mesmo que ficcional, o teatro  deve tratar da realidade”, diz Kleber Lourenço

 

Formado em artes cênicas na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), com mestrado no IA (Instituto de Artes) da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Kleber Rodrigo Lourenço Silva está quase um ano a frente da coordenadoria de Artes Cênicas do Sesi de Marília.
Com formação em teatro e dança, ele já dirigiu diversas companhias e trabalhou em projetos pedagógicos e educacionais em todo o país, como o Fábricas de Cultura de São Paulo. Kleber Rodrigo Lourenço Silva também foi diretor de teatro do Sesc de Pernambuco e coordenador da Escola Pernambucana de Circo.
“Minha relação com a arte surgiu desde criança, quando eu comecei a fazer teatro na escola, igreja e bairro com oito anos no Alagoas. Mas foi com dez anos que realmente comecei a me dedicar. Aos onze, entrei em um grupo de teatro amador de Palmares, no interior de Pernambuco. E então eu não parei mais, também fui estudar dança paralelo ao teatro e com 15, 16 anos já estava trabalhando com grupos profissionais no Pará, onde considerado que começou minha trajetória ‘profissional’, revelou.


Sobre o papel do teatro na vida das pessoas, o coordenador Kleber Lourenço defende uma metodologia transformadora. “Teatro é a reflexão sobre o mundo. A primeira coisa é fazer com que os alunos tenham o entendimento de si, da sua identidade e que também contribua para a construção de outras identidades. A partir do momento que utilizamos a arte como ferramenta de comunicação e reflexão é preciso ter uma ligação com a realidade, com tudo que a gente vive, mesmo que seja uma ficção. É necessária a reflexão sobre o mundo que vivemos, sobre a sociedade e ser humano, seja filosoficamente ou poeticamente. A forma a gente vai escolher, mas o conteúdo precisa estar em consonância com a realidade”, finalizou.

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Jornalista, estudante de ciências sociais e um bon vivant pobre.
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