Maria Cecília Bayer inicia carreira solo

 Publicado por Brunno Alexandre    22 de março de 2017.

A artista que já toca pelo menos há cinco anos na noite, Maria Cecília Bayer, conhecida como Ciça, está iniciando uma nova etapa na carreira, mas só que desta vez sozinha. Mesmo com a carreira solo, a artista continua em outros projetos, Funkeria Disco Club e Gum Pop, por exemplo.

Em entrevista ao No Nosso Quintal, Ciça revelou detalhes do processo de sua formação, seja como artista ou pessoa. “O contato com a música, em minha vida, aconteceu desde sempre. Minha família sempre escutou muita música e minha mãe sempre cantou músicas para mim, principalmente quando ia dormir. As reuniões em família eram sempre regadas de música, com a presença de uma amiga, a Verinha, que tocava acordeon, fazendo as festas mais alegres”, explica.

Sobre suas influências, a compositora revelou parte de suas referências no palco. “Busco ter como referência artistas em diversos estilos, mas ultimamente tenho me apegado muito em Céu, Tim Maia, Jorge Ben Jor, Seu Jorge, Adriana Calcanhoto, Maria Rita e Tulipa Ruiz”.
Como grande parte dos músicos da noite, Maria Cecília também passou por dificuldades, principalmente pela falta de ferramentas de apoio para a categoria. “É uma arte e um trabalho muito sedutor, porém encontro muitos obstáculos. Primeiramente, sabemos que o mundo da música pra artistas independentes é bem mais difícil, o trabalho é quase de formiguinha, muitas vezes a gente cai e não é valorizada. Ainda tem o fator de ser mulher e acabar passando por situações machistas que nos colocam pra baixo e sendo tachadas como incapacitadas, infelizmente. Também tem a questão financeira, que acaba sendo um cenário desvalorizado”, revela Ciça.

Estudante de fonoaudiologia, Maria Cecília divide o tempo entre os palcos e consultórios, questionada sobre seus sonhos, Ciça não hesitou em responder. “Com toda a certeza da minha vida, meu sonho é seguir a carreira musical e criar muita música, tocar muitas pessoas e conseguir levar muitas mensagens e vivencias boas para elas. Não penso nem duas vezes qual é o meu maior sonho, e sim, é esse. Eu respiro musica e vai ser sempre assim”, finalizou

PING-PONG

Quando se apresenta, o que muda de um evento para o outro?

Os eventos mudam de acordo com o público e o espaço da apresentação. Determinados bares preferem músicas mais calmas e sem acompanhamento de percussão, outros já buscam mais animação de repertório. Também depende do tema do evento, alguns dão mais liberdade pra colocar determinados estilos e outros já são mais fechados para novos horizontes.  Alguns eventos buscam nossa criação autoral também, o que nos valoriza muito!

O que é fazer música pra você?

Basicamente, fazer musica pra mim, é conseguir entender os processos e transições que passo na vida, é tentar passar o que amo pras pessoas, é tentar passar coisas boas e emoções boas pras pessoas. É sentir que a música que eu fiz tocou outra pessoa, ou o simples fato de já me tocar e me levar a  entender essas transições. Outro ponto importante, é a vontade de produzir arte, sempre. Fazer com que as pessoas possam ter contato com isso e que possam curtir a música, ter suas interpretações, afinal eu não acredito que possamos sobreviver sem criar ou sem ter a arte à nossa volta. É como se fosse um pedaço meu dentro de uma música, uma criação que vem de muitas inspirações. Criar músicas me fazem sentir renovada, como se fosse um rio que precisa ter pra onde correr sempre, um fluxo muito grande de ideias que precisa sair pra algum canto, pra mim ele sai em forma de música ou poesia, isso é muito bom, me faz bem e me faz feliz.

Como funciona seu processo de composição?

Bom, normalmente o que me inspira são fatos que acontecem ou que eu imagino que podem acontecer, dentro de mim ou no ambiente em que vivo. Muitas de minhas composições foram de algo que tirei de lição, ou que estou tentando entender dentro de mim mesma. Também tenho como fonte de inspiração as pessoas ao meu redor, histórias que já me contaram, enfim, a nossa imaginação é muito grande, podemos tirar do nosso ambiente inspiração pra muitas criações. No momento de criação, os sentimentos também influenciam muito no estio de musica que crio, tanto na melodia quanto na letra. Algumas musicas que crio primeiro surgem as melodias e depois as letras, ou vice-versa. Outras consigo terminar rápido, outras tenho um tempo maior de trabalho, tudo depende do que eu estou vivendo e o que estou sentindo ali. Também surgiram musicas em momentos que eu estava muito feliz com pessoas que me deixam leve e descontraída, na presença de algumas amizades boas.

Tem ideia de quantas vezes tocou em show?

Com as bandas que estou agora (Funkeria Disco Club e Gum Pop) fiz três shows, porém, quando tocava com a minha querida parceira e amiga, Ana Laura Bonini, tocava cerca de uma vez por mês em barzinho e também já tocamos em noivado, saraus e outras festas.  Fizemos isso cerca de quatro anos juntas.

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Jornalista, estudante de ciências sociais e um bon vivant pobre.
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