Marcelo Sampaio registra Cidade Invisível durante 15 anos

 Publicado por Brunno Alexandre    16 de janeiro de 2017.

Com um olhar atencioso, Marcelo Sampaio tem registrado por 15 anos através da fotografia imagens que retratam as mudanças sociais, políticas e estruturais de Marília. Sem contar com nenhum recurso financeiro, o fotógrafo já realizou diversos ensaios e exposições que trazem à tona elementos e personagens “invisíveis” por parte do senso comum.


Formado em sociologia pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Marília, Sampaio expõe a sensibilidade em conjunto com as contradições da vida cotidiana, referenciando principalmente os trabalhadores. “A fotografia apareceu na minha vida por acaso. Não sou de família de fotógrafos, também não trabalhei como ajudante de fotógrafos e muito menos fiz reportagem social. Ela não nasceu em como costuma nascer na vida de outras pessoas de Marília e região”, explicou.


Inspirado nos trajetos que seguia a pé, Marcelo Sampaio adotou a paisagem urbana como fonte de inspiração para seus projetos. “O pedestre vislumbra o espetáculo do cotidiano. As pessoas que andam por aí preocupadas com as questões materiais acabam tendo uma relação mais difícil com a cidade. A cidade descortina diariamente, tudo que surge é maravilhoso, mas invisível às pessoas comuns. Surge daí a ‘Cidade Invisível’ (foto-livro publicado em agosto de 2016). A cidade está presente para quem tem curiosidade. Mesmo uma cidade simples como Marília, interiorana, ela tem detalhes que são pulsações de vida, do dia a dia e micro histórias que marcam a cidade”, revela o fotógrafo.

Para Sampaio, à busca pelos elementos vivos da cidade marginalizados pela sociedade se tornou uma necessidade. “Eu comecei a perseguir tudo isso. Como se fosse uma doença. Foi o impulso que eu dei pela cidade através do meu tempo livre. Minha Marília não é turística e nem histórica. Meu olhar de Marília é como se fosse uma cidade que eu visito, mas não como um turista. Sou como alguém que desce do transporte público e tentar sentir a cidade, como se fosse minhas primeiras impressões”, completou.

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Jornalista, estudante de ciências sociais e um bon vivant pobre.
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