Arte, Cultura, Entretenimento e Informação

Sol de Mercúrio: Do Cover, A Paixão pelo Autoral

O No Nosso Quintal recebeu nos estúdios da Jovem Pan de Marília a banda Sol de Mercúrio. Os músicos falaram sobre o desenvolvimento do projeto. Uma das primeiras coisas abordadas na entrevista foi sobre o surgimento. “Eu conheci o Vini [Vinícius Batista) em um churrasco, em 2013. Mas eu nunca tinha tido a experiência com banda, diferente do Vini. Antes eu só tocava na igreja (risos)”, brincou Caio Ribeiro Machado, vocalista da banda.

caiovini

Caio Machado e Vinícius Batista foram entrevistados no estúdio da Jovem Pan de Marília, parceira do No Nosso Quintal

Com a ideia de propor novas alternativas para o mercado fonográfico da cidade, a dupla formou a banda Bemol. E logo chegou a necessidade de convidar outros músicos. Através de um repertório de cover, transitando entre pop rock e reggae, a banda foi um sucesso em bares e festas universitárias.
“O Bemol era mais acústico, cajon e violão. Como estávamos com a agenda bastante lotada, percebemos que precisava de pelo menos uma bateria. E assim começamos a convidar outros músicos”, afirmou o guitarrista Vinícius Batista.
Sendo assim, Thiago Martins entrou para a percussão e metais, Leonardo Gonçalves no contrabaixo e Marcus Vinícius nos vocais e bateria. As mudanças geraram novas necessidades. Começou a surgir a vontade de reformular o repertório, acrescentando canções autorais. “E foi assim que surgiu o Sol de Mercúrio”, disse Caio Machado, o músico também é um dos principais compositores do grupo.
Para o vocalista, não existe limite na composição e a ideia é flutuar por diferentes estilos. “Eu não consigo delimitar um gênero que eu me adapte mais para compor. Eu ouço bastante coisa. Acabo angariando tudo e tornando aquilo em alguma coisa nova. Na maioria das vezes eu escrevo coisas que eu vejo e já presenciei. Tento tornar as experiências em poesia para depois musica-las”, explicou.
Em seguida, surge um novo processo: a melodia; os responsáveis por musicar a maioria das composições são Leonardo Gonçalves, Thiago Martins e Vinícius Batista. “Existem composições do Caio que são mais pop, arranjos mais pegados com o reggae e que realmente são mas fáceis de construir a harmonia. Normalmente eu me junto com o Leonardo, que é um excelente músico e um arranjador sensacional. Mas tem músicas do Caio que são mais trabalhadas, com muitas referências de Jorge Ben Jor e de toda MPB (Música Popular Brasileira), aí o arranjo é mais complicado. A solução é parar, sentar e resolver. Sempre surge coisas legais”, complementou Vinícius Batista.
Uma das propostas da banda é lançar o primeiro álbum até o fim do ano. “Já temos três músicas gravadas em estúdio. Tínhamos o projeto de lançá-las, mas pensamos melhor e decidimos esperar. Agora estamos gravando mais três músicas para lançarmos um álbum”, revelou Caio Machado.
Sobre a dificuldade da produção de um disco, os músicos explicaram as principais dificuldades enfrentadas por artistas independentes. “A questão de lançar música existe a dificuldade do artista independente desde o projeto de produção inicial, principalmente pela falta de recurso. Ainda mais quando a banda não toca sertanejo universitário ou funk, gêneros mais populares atualmente no mercado”, complementou o vocalista.
Questionado sobre o sonho de realização da banda, Vinícius Batista fez uma analogia entre música autoral e cover. “Como o sonho de todo músico. A banda Sol de Mercúrio sonha em apresentar o próprio som e conseguir viver de música. Tocar cover é legal. Mas tocar uma canção autoral e ver a galera cantando junto é demais”, finalizou.

Imprimir

Comentários