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Literatura, poesia marginal e o rap de Biju

 

O artista Welynton Ferreira, conhecido como Biju, está animado com a possibilidade de transformações culturais em Marília. Tendo como referência na caneta Sergio Vaz, Ferréz e Renan Inquérito, Biju busca se expressar através da música e poesia, muitas vezes externalizando o que acredita e perturbações através do rap.
Em um papo descontraído, Biju explica que ainda falta incentivo por parte da secretaria da Cultura para que a arte seja uma expressão de mudança social e não fonte de entretenimento em Marília. “Não dependemos da prefeitura para fazer alguma coisa. Claro que pensamos em ser autônomos, mas existe dificuldade, não somente pelo dinheiro, e sim também na estrutura, como autorização para utilizar espaços”, explica.
Biju compõe a organização do Slam Subterrâneo, normalmente realizado na praça onde estava localizada a antiga Biblioteca Municipal.“Estou tendo uma ligação forte com a mediação de leitura. Existe uma falta de aprimoramento da leitura e escrita. Quero focar no projeto do Slam Subterrâneo, com poesia marginal. Estamos falando de Brasil, um país que em grande parte a população se mantém analfabeta. Mesmo que funcional, não sabendo interpretar textos”, disse.
Questionado sobre a importância da literatura, Biju revela que os direitos básicos estão sendo suprimidos por conta do analfabetismo no país. “Quando a gente está embasado em leitura, percebemos que na realidade temos poucos direitos. Muita coisa que é dada como direito, mas fica somente no papel. Na prática, não existe disponibilidade”.
Conforme Biju, Marília também faz parte dessa realidade. “É necessário nos entendemos como quilombo, precisamos quebrar todas as barreiras e divergências. Entender que somos marginalizados, e assim, essa união fará com que as coisas aconteçam”, disse. “A gente consome muito material americano. Estamos perdendo nossa cultura popular brasileira pela cultura americanizada. Esse movimento está acontecendo tanto na música como na gastronomia, na forma de se vestir e na linguagem, por exemplo”, finaliza. Para 2018, Biju aguarda lançar novos trabalhos e compor espaços de produção artística.

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