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Fotógrafo faz ensaios sensuais com pessoas comuns

Fotógrafo ousa ao retratar homens e mulheres ‘comuns’ em ensaios sensuais em projeto experimentalista no interior de São Paulo. O pedagogo André Jundi  de Marília desenvolve há três anos o projeto “Jundi Works”, que expõe através de fotografias, do particular para o universal, a relação entre corpo e sexualidade.

Filho de um fotógrafo que optou seguir nas áreas de fotojornalismo e social, Jundi promoveu uma ruptura no estilo do pai e seguiu por uma linha diferente, percorrendo outros nichos. “Existem muitas vertentes na fotografia e é preciso escolher algum caminho para se especializar; escolhi algumas linhas para seguir: retrato; boudoir; moda; foto-arte e natureza”, afirmou.

O mariliense já teve suas fotos publicações para a revista Vogue, de Milão, Cartel 011 e DJ Mag. Todas as fotos divulgadas nesta reportagem foram autorizadas pelas modelos, inclusive, todas elas são maiores de idade.

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Devido a profissão do pai, Jundi pôde absorver o conhecimento e técnicas da fotografia de uma forma muito natural. “Por ter crescido com um fotógrafo eu aprendi algumas coisas desde a infância, mas só a pouco tempo decidi investir nessa área. Uma situação interessante foi o inicio dessa jornada fotográfica. Eu já fotografava por lazer com máquinas analógicas herdadas de meu pai, mas nunca tinha usado uma digital que não fosse de celular ou dessas ‘de brinquedo’. Um dia me ofereceram uma Canon d400 usada, com uma lente 18-55, por um preço razoável. Pensei em comprar para revender e fazer um troco. Mas ao manusear a máquina caíram por terra todos os preconceitos que eu tinha com a fotografia digital. Resolvi ficar com a máquina e comprei algumas lentes. Logo conheci uma grife de roupas que me ofereceu trabalho e desde então estou nessa vida”.

Entre homens e mulheres, mais de 200 pessoas já passaram pelas lentes de Jundi. Questionado sobre o que as pessoas interessadas em serem fotografadas buscam, o fotógrafo foi bem sincero. “Cada modelo, uma história. A maioria não é modelo profissional e quer apenas fazer um belo ensaio, faz bem para a autoestima, outras se doam para meus experimentos porque gostam da minha obra artística, tem também as que me procuram por interesses comerciais e profissionais, tem de tudo”, complementou.
foto2Em relação ao conservadorismo, quase medieval, de determinadas cidades de pequeno e médio porte, o fotógrafo confessou que não sabe do potencial de alcance de seus trabalhos, porém, já notou que tem influenciado outros profissionais. “Não tenho clareza sobre o alcance do meu trabalho, mas Marília é uma cidade pequena e as coisas tomam grandes proporções. As redes sociais ajudam muito na propagação. Quanto ao impacto foi difícil no começo para lidar com a resistência do público principalmente por conta das fotos sensuais. Mas com o passar do tempo fico feliz de ver que o mercado não só se abriu como tem se expandido e a cada dia vemos novos fotógrafos aparecendo e muitos seguindo minhas tendências”.
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Diante da possibilidade de adoção de padrões, perguntei para o fotógrafo sobre suas preferências e com quem ele sonharia em trabalhar. “Tem a modelo ideal para cada proposta. Nenhuma modelo é perfeita para todas as situações e nenhum fotógrafo também. Quem eu gostaria de fotografar? Kate Moss, claro. Porque é a estrela maior”. Uma das metas de Jundi para os próximos anos é a publicação de um livro que reúna suas experiências e trabalhos de suas mais diversas manifestações artísticas. “Não sei aonde quero chegar, por ora quero aprender tudo o que eu conseguir”, finalizou.

Outros trabalhos do fotógrafo Andre Jundi podem ser conferido aqui.

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